Bolsonaro pode ser submetido a cirurgia no ombro direito após recuperação, diz médico

Paraíba


Segundo Brasil Caiado, o ex-presidente se queixou de dores no membro, problema que pode ter se agravado após quedas na prisão

Jair Bolsonaro (Foto: Ton Molina/STF)

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar na próxima sexta-feira (27), de acordo com o médico cardiologista Brasil Caiado, que faz parte da equipe médica do político. Durante entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (25), Caiado atualizou o estado de saúde de Bolsonaro, que foi internado no dia 13 de março em um hospital particular de Brasília devido a um quadro de infecção pulmonar.

Apesar da previsão de alta, o médico informou que o ex-presidente pode ser submetido futuramente a uma cirurgia no ombro direito. Segundo ele, Bolsonaro passou por exames e avaliação do ortopedista após se queixar de dores no membro. Caiado disse que o problema pode ter se agravado após uma das quedas do político na prisão.

“Me parece que há uma indicação cirúrgica para a lesão no ombro direito, mas agora não, porque agora nós não o liberaríamos em fase de recuperação de uma pneumonia. […] O ortopedista acha que pode ter sido potencializado e piorado na queda, mas como foi uma avaliação ontem e precisamos observar a evolução, ele acha que sim, mas ainda não é certeza”, afirmou.

Caiado ressaltou que, apesar da grande possibilidade da alta hospitalar, a liberação só deve acontecer se o quadro clínico se mantiver estável: “Finalizando o ciclo do antibiótico amanhã [quinta-feira, 26], porque é um ciclo pré-estabelecido. Clinicamente, ele está estável neste momento. Só se houver alguma intercorrência, mas, particularmente, eu não acredito”.

Prisão domiciliar

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, autorizou a prisão domiciliar humanitária temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo prazo inicial de 90 dias, em razão de seu estado de saúde. De acordo com Caiado, no entanto, a recuperação total de Bolsonaro pode durar até seis meses.

A decisão de Moraes impõe uma série de medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e restrições amplas de comunicação e visitas. Bolsonaro deverá permanecer integralmente dentro de casa. O monitoramento eletrônico será restrito exclusivamente ao endereço domiciliar, com envio diário de relatórios ao Judiciário.

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