Trabalhadores da feira livre de Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba, denunciam o que classificam como uma suposta perseguição por parte do fisco estadual contra excursões comerciais que chegam ao município. A situação, segundo os feirantes, tem provocado queda nas vendas e afetado diretamente o sustento de diversas famílias.
De acordo com relatos, equipes de fiscalização do Governo do Estado têm intensificado as abordagens a ônibus e veículos que transportam mercadorias e comerciantes de outras cidades. Os trabalhadores afirmam que as ações têm sido rigorosas e, em alguns casos, contam com o apoio de policiais militares, o que aumenta o clima de tensão durante as fiscalizações.
As excursões comerciais, segundo os feirantes, desempenham papel fundamental na economia local, garantindo o abastecimento da feira e atraindo consumidores. “Sem essas excursões, o movimento cai muito. A gente depende disso para sobreviver”, relatou um comerciante que preferiu não se identificar.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos das abordagens e reforçam a insatisfação dos trabalhadores, que consideram a atuação do fisco excessiva. Eles alegam que a fiscalização tem afastado compradores e prejudicado o fluxo normal da feira.
A situação não é inédita. Em ocasiões anteriores, a gestão municipal já havia se manifestado sobre o tema. O prefeito de Brejo do Cruz criticou a forma como as operações vêm sendo conduzidas e defendeu maior diálogo entre o Estado e os comerciantes locais, levando em consideração a importância da atividade para a economia do município.
Diante do cenário, os feirantes cobram providências e pedem que o Governo da Paraíba reveja a atuação do fisco. Eles defendem um modelo de fiscalização que garanta o cumprimento da lei, mas que também preserve a dinâmica econômica da feira e a renda das famílias que dependem da atividade.
Até o momento, a Secretaria da Fazenda do Estado não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias.