As chuvas registradas entre os dias 7 e 11 de maio em municípios do Sertão e Alto Sertão da Paraíba confirmaram a previsão divulgada anteriormente pelo consultor meteorológico do agronegócio Rodrigo César. Segundo ele, as precipitações foram mais expressivas nas regionais de Pombal, Sousa e Cajazeiras, enquanto na regional de Patos ocorreram de forma mais isolada.
De acordo com o meteorologista, a previsão para uma regional não significa necessariamente chuva na cidade-sede. No caso de Patos, por exemplo, os registros ocorreram principalmente em municípios vizinhos.
Rodrigo César informou ainda que a possibilidade de novas chuvas permanece elevada nos dias 12 e 13 de maio, com redução prevista entre os dias 14 e 15. Já nos dias 17 e 18, novas precipitações devem atingir vários municípios sertanejos.
Apesar disso, o especialista alertou que o período chuvoso no Sertão paraibano está entrando na fase final. Segundo ele, as chuvas foram mais consistentes entre os dias 4 de fevereiro e 4 de maio, beneficiando os agricultores que realizaram o plantio mais cedo.
“Quem deixou para plantar no fim da quadra invernosa poderá enfrentar dificuldades devido à diminuição das chuvas”, destacou.
O meteorologista explicou que a redução das precipitações está relacionada ao resfriamento gradual do Atlântico Sul na costa leste do Nordeste e ao aquecimento do Atlântico Norte, além do deslocamento da Zona de Convergência Intertropical para o Hemisfério Norte.
Em relação aos reservatórios, Rodrigo César afirmou que a previsão de recarga parcial para sete grandes açudes do Sertão e Alto Sertão vem se confirmando apenas em cinco deles. Segundo ele, a irregularidade das chuvas favoreceu principalmente pequenos e médios reservatórios, sem provocar recuperação significativa dos maiores mananciais.
Entre os casos mais preocupantes estão o reservatório que abastece o município de São Mamede, os mananciais de Santa Luzia, com apenas 3% da capacidade, e o açude de São José do Sabugi, que permanece zerado. Na região de Teixeira, os cinco reservatórios monitorados seguem secos ou quase secos.
Em contraste com esse cenário, a Barragem da Farinha registrou sangria durante o período chuvoso.
Para Rodrigo César, o comportamento climático observado neste ano reforça o cenário de irregularidade das chuvas em diferentes regiões do Sertão paraibano.
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