Em reunião com Trump, Lula disse que ‘aguardava’ extradição de Ricardo Magro, dono da Refit

Paraíba


Segundo o presidente, o empresário, considerado um dos maiores sonegadores do país, é o ‘principal’ alvo entre os foragidos

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Na manhã desta sexta-feira (15), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na Refinaria Manguinhos, do Grupo Refit, controlado pelo Ricardo Magro, um dos maiores sonegadores de imposto do país. O nome do empresário chegou a ser citado em abril pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista exclusiva para a RECORD na Bahia Na ocasião, o chefe do Executivo disse “aguardar” a extradição do paulistano.

Magro reside desde 2016 em Miami, após ter sido alvo da Operação Recomeço, que apurou desvios nos fundos de pensão da Petrobras e dos Correios. Em sua conversa com a RECORD, Lula contou ter entregue “nome e endereço” de foragidos brasileiros ao presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo o petista, o dono da Refit seria o “principal” alvo entre os procurados.

Apontado pela Receita Federal como o maior devedor de ICMS do Estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos maiores da União, o Grupo já esteve na mira da PF diversas vezes. No ano passado, a refinaria foi alvo de duas operações diferentes da corporação e estima-se que a sonegação praticada pelo conglomerado tenha gerado prejuízo de cerca de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal.

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