‘Levaria como escravo’: argentino é preso após postar mensagens racistas sobre criança brasileira

Paraíba


Turista fotografou menino durante passeio de Maria Fumaça e compartilhou imagens acompanhadas de comentários racistas

Um argentino, de 63 anos, foi preso neste domingo (24) suspeito de racismo durante o passeio turístico de Maria Fumaça entre São João del-Rei e Tiradentes, a 190 km de Belo Horizonte.

Segundo a Polícia Militar, o homem foi flagrado fotografando e gravando vídeos de uma criança negra de 7 anos dentro do trem. As imagens teriam sido compartilhadas por ele em um grupo de aplicativo de mensagens acompanhadas de comentários racistas.

Segundo testemunhas, uma passageira percebeu as postagens e identificou mensagens de teor discriminatório publicadas pelo suspeito. Em uma delas, ele teria afirmado que poderia levar o menino “como escravo”.

Mãe foi alertada por passageira

A mãe da criança contou que fazia o passeio em família para comemorar seu aniversário. Além do filho, estavam na viagem a sobrinha, a irmã, a mãe e o padrasto dela. Segundo o relato, a família embarcou no trem em São João del-Rei por volta das 10h.

Após ser alertada por uma passageira sobre as mensagens publicadas pelo suspeito, a mulher conseguiu pegar o aparelho celular dele e verificar o conteúdo. A situação mobilizou outros passageiros que estavam no vagão.

Com a ajuda de pessoas que participavam do passeio e da equipe de segurança da Maria Fumaça, o argentino foi impedido de deixar o local até a chegada da Polícia Militar. Os envolvidos foram encaminhados para a 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde o homem foi preso em flagrante pelo crime de racismo.

O caso será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Crime é inafiançável e imprescritível

Pela legislação brasileira, o crime de racismo é considerado inafiançável e imprescritível. A pena pode variar conforme as circunstâncias e a conduta praticada. Até a publicação desta reportagem, a concessionária responsável pela operação do trem turístico, a VLI, não havia se manifestado sobre o caso.

A Polícia Civil deve ouvir testemunhas e analisar o conteúdo encontrado no celular do suspeito para dar continuidade às investigações.

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