A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) de Catolé do Rocha, cumpriu nesta segunda-feira (20) um mandado de prisão contra F.F.D.S., conhecida como “Nega”, natural de Catolé do Rocha, que estava foragida da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão ocorreu após investigadores receberem informações de que a condenada estaria circulando na região. A partir da denúncia, foram intensificadas diligências e buscas durante semanas, culminando na localização e captura da foragida, que foi conduzida e colocada novamente à disposição do Poder Judiciário.
Crime de grande repercussão
A condenação está relacionada à morte da bebê Maria Vitória da Silva Brito, de apenas oito meses de idade, em um caso ocorrido em abril de 2015 e que causou forte comoção em Catolé do Rocha e em toda a região.
Segundo as investigações, a criança teria sido vítima de violência sexual praticada por um terceiro, suspeito de ser uma pessoa com quem a mãe costumava deixar a filha enquanto saía para encontros ou momentos de lazer.
Ainda conforme a apuração policial, mesmo diante do estado grave de saúde da criança, F.F.D.S. teria deixado de prestar os cuidados médicos necessários, permitindo o agravamento do quadro clínico, que evoluiu para septicemia e resultou na morte da bebê.
A Polícia Civil apontou que a omissão também teria como objetivo ocultar o crime sexual anteriormente praticado contra a criança. Inicialmente, a acusada foi denunciada por homicídio qualificado por meio cruel e para assegurar a ocultação de outro crime. No entanto, após recurso da defesa, a acusação foi desclassificada para o crime de maus-tratos com resultado morte.
Ao final do processo, a Justiça condenou F.F.D.S. à pena definitiva de 10 anos de reclusão, sendo expedido mandado de prisão em seu desfavor.
Trabalho investigativo
A Polícia Civil destacou o trabalho realizado pelos investigadores do Grupo Tático Especial (GTE) de Catolé do Rocha, que localizaram e prenderam a condenada após um período de monitoramento e diligências.
A instituição reafirmou seu compromisso com o cumprimento das decisões judiciais e o combate à impunidade, além de ressaltar a importância da colaboração da população por meio de denúncias, garantindo que todas as informações recebidas são tratadas com responsabilidade e absoluto sigilo.