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Celso de Mello diz que Senado cometeu grave equívoco institucional ao rejeitar Messias

Celso de Mello diz que Senado cometeu grave equívoco institucional ao rejeitar Messias


Ministro aposentado do STF classificou votação como ‘injustificável’ e disse que entendimento não está de acordo com trajetória do AGU

Ministro Celso de Mello (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello afirmou, nesta quarta-feira (29), que o Senado cometeu um “grave equívoco institucional” ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga na Corte.

Em nota à imprensa, Mello, que ficou no tribunal entre 1989 e 2020, classificou a votação como “injustificável” e disse que o entendimento não está de acordo com a trajetória profissional do advogado-geral.

“Trata-se de grave equívoco institucional, pois o dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição da República exige para a legítima investidura no cargo de ministro da Suprema Corte”, afirmou Mello.

O ministro aposentado também ressaltou que não há causa legitima para o Senado rejeitar a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Suprema Corte.

“Considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal. Perdeu-se a oportunidade de incorporar ao Supremo Tribunal Federal um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito”, completou Mello.

No início da noite dessa quarta-feira (29), o Plenário do Senado Federal rejeitou a indicação feita pelo presidente Lula para que Messias assuma a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso.

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